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Kellen MendonçaCrédito consignado

Guia de segurança

Golpe da falsa portabilidade e outros golpes do consignado: como se proteger

Golpes com consignado são comuns porque usam o nome de bancos, do INSS e de órgãos públicos. A boa notícia: todos têm sinais parecidos. Saber reconhecê-los é a melhor proteção.

Por Kellen Mendonça, correspondente bancária
Atualizado em

Como funciona o golpe da falsa portabilidade

Alguém se apresenta como correspondente ou funcionário de banco e oferece uma “portabilidade” que vai baixar a sua parcela — às vezes prometendo ainda um dinheiro de volta. Na prática, o que é contratado é um empréstimo novo no seu nome, e não a troca do contrato antigo.

Para parecer legítimo, o golpista pode usar documentos com nomes como “cessão de crédito” ou “instrumento particular”, pagar algumas parcelas no começo e manter um canal de atendimento. Quando a pessoa percebe, está pagando dois contratos e o intermediário sumiu.

Sinais de alerta

  • Pedem depósito, Pix, boleto ou “taxa” para liberar o empréstimo ou a portabilidade.
  • Pedem a sua senha do banco, do gov.br, do Meu INSS ou do SouGov.
  • Dizem que “há um valor liberado no seu nome” que vai expirar hoje.
  • Mandam assinar um documento sem o nome do banco, ou com nome diferente do combinado.
  • Depositam um valor “por engano” e pedem a devolução por Pix.
  • Não informam CNPJ, nem com quais bancos trabalham.

Como é uma portabilidade de verdade

  • A quitação do contrato antigo é feita de banco para banco.
  • Você recebe o novo contrato com banco, parcela, prazo e Custo Efetivo Total (CET).
  • A assinatura é feita nos canais oficiais do banco.
  • A autorização no órgão pagador (SouGov, Meu INSS ou sistema do seu órgão) é feita por você.
  • Ninguém pede dinheiro antes. O correspondente não pode cobrar do cliente.

O que eu faço para você ter segurança

Trabalho com nome, rosto e números oficiais publicados neste site. Informo com quais instituições financeiras trabalho, com os canais de SAC e ouvidoria de cada uma, na seção Transparência. E mostro tudo por escrito antes de qualquer assinatura.

Se você caiu em um golpe

  1. Fale com o banco do contrato pelo SAC oficial e, se não resolver, pela ouvidoria. Peça o cancelamento e registre o protocolo.
  2. Confira os contratos no seu nome no Registrato, do Banco Central, e no Meu INSS ou no SouGov.
  3. Registre um boletim de ocorrência, que pode ser feito online na maioria dos estados.
  4. Registre reclamação no consumidor.gov.br e no Banco Central.
  5. Procure orientação jurídica ou o Procon da sua cidade, se precisar.

Tire suas dúvidas

Perguntas sobre segurança

Como confirmar que estou falando com a Kellen Mendonça?

Meus números oficiais são (48) 9 8836-0829 e (48) 98820-4228, os mesmos que aparecem neste site. Se tiver dúvida, peça uma chamada de vídeo. E lembre: eu nunca peço depósito, senha ou pagamento para liberar crédito.

Como vejo todos os empréstimos que existem no meu nome?

No Registrato, serviço gratuito do Banco Central, você consulta os empréstimos e financiamentos registrados no seu CPF. Aposentados podem conferir também o extrato de empréstimos no Meu INSS, e servidores federais, no SouGov.

Recebi um valor na conta que não pedi. O que faço?

Não use o dinheiro e não devolva por Pix para quem entrar em contato. Fale com o banco que fez o depósito, pelo SAC oficial, e peça o cancelamento do contrato. Golpistas costumam “depositar por engano” e pedir a devolução para outra conta.

Correspondente bancário pode cobrar taxa do cliente?

Não. As regras do Banco Central proíbem o correspondente de cobrar do cliente qualquer valor relacionado aos produtos do banco. Pedido de taxa para liberar empréstimo é sinal de golpe.

Recebeu uma proposta e ficou com dúvida?

Me mande pelo WhatsApp antes de assinar qualquer coisa. Eu te ajudo a entender o que está sendo oferecido — sem custo.